Direitos Humanos: apresentações culturais, empreendedorismo e saúde encerram dia de combate à LGBTfobia

Iniciativa da Coordenadoria de Políticas Públicas de Diversidade abordou o tema 'Conviver Transforma'

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O Dia Internacional de Combate à Homofobia encerrou na Praça da Bandeira com shows, apresentações culturais, vacinação e vendas de artesanatos pelos empreendedores da comunidade LGBTQIA+. Macapá contra a LGBTfobia III Edição foi realizada pela Prefeitura de Macapá por iniciativa da Coordenadoria de Políticas Públicas de Diversidade, da Secretaria Municipal de Direitos Humanos, que abordou o tema “Conviver Transforma”.

O público compareceu no evento que teve início às 20h. A Secretaria Municipal de Saúde esteve com as equipes de enfermeiros e técnicos ofertando vacinação contra covid e influenza, além de outros serviços de saúde como teste rápido.

Dentre os artistas, o cantor e dançarino Victor Rúben, integrante do grupo de dança “Sunrise” há 4 anos, disse que o evento foi muito importante para a valorização do seu trabalho artístico, além da luta incessante contra a homofobia.

Juliana Martins confecciona colares de sementes, pirografia, desenhos feitos na madeira, pulseiras e bonecas marabaixeiras.  Ela destacou que por meio desse evento pôde mostrar o seu trabalho com artesanatos e ganhar uma renda extra.

Já a Gleice Kelly, dona da lojinha “Bem Gay”, faz produtos personalizados como copos, canecas, almofadas e roupas.

“Camisa é o que eu mais gosto de confeccionar porque é a referência para mostrar a minha marca ao cliente que leva o produto e já divulga pois tem nome”, disse a empreendedora.

O secretário municipal de Direitos Humanos, Raimundo Azevedo, deixou claro que a luta contra a homofobia é diária e que a Prefeitura de Macapá abraçou essa causa em prol da justiça, da dignidade e da construção de Direitos.

“Nós temos na nossa legislação brasileira a Vida como um direito fundamental, leis que punem os crimes contra o racismo, mas ainda precisamos construir mais direitos e lutar contra a violência e o preconceito que pessoas LGBT sofrem. A nossa gestão quer cuidar das pessoas”, ponderou o secretário de Direitos Humanos.

Hasteamento da Bandeira LGBT

Foi emocionante o hasteamento da bandeira LGBTQIA+, momento de reflexão e de pedidos por igualdade e respeito | Fotos Jesiel Braga PMM

O combate à LGBTfobia ocorreu o dia todo, iniciando com o hasteamento da bandeira na mesma praça, pela manhã. Na presença de representantes LGBT, o momento refletiu sobre as conquistas já existentes como a lei municipal que enaltece a campanha Macapá contra a LGBTfobia dentre outras manifestações importantes, mas a diversidade pediu: “Não ao extermínio de LGBTQIA+”.

“A nossa população precisa de estar nos dados, porém, que não sejam dados de violência e nem de mortes, mas sim de vida, respeito, resistência e igualdade”, destacou Rafaela Esteffans, socióloga e assistente da Coordenadoria de Diversidade da SMDH.

Seminário de Humanização

No auditório da Fundação Municipal de Cultura, a palestra sobre Humanização, Saúde e Direitos da População LGBT ocorreu após o hasteamento da bandeira LGBT com temas pertinentes ministrados por especialistas, professores e pessoas LGBT.

A professora universitária Joanne Costa, presidente do Conselho Municipal LGBT, comentou sobre as conquistas do dia 17 de maio, sobre as legilações e iniciativas da Organização Munidial da Saúde (OMS) em retirar, há 33 anos, o homosexualismo da Classificação Internacional de Doenças (CID). A professora esclareceu que hoje não se deve pronunciar a palavra homossexualismo porque não há doentes, o correto é falar homossexualidade.

Foram horas de debates importantes, informações relevantes que só favoreceram os trabalhos de pesquisas da Prefeitura Municipal em prol de políticas públicas efetivas voltadas para a população LGBTQIA+, como explicou o coordenador municipal de Políticas Públicas para a Diversidade, Edem Jardim, sobre o Censo Municipal disponível no site da prefeitura através do link: Censo da População LGBTQIA+ de Macapá.

“O nosso Censo Municipal LGBTQIA+ já registrou 1.300 pessoas. Hoje também ressaltamos a importância de que cada pessoa tem para estar incluída nessa programa, para que possamos avançar na busca de qualidade de vida, educação, saúde, trabalho e emprego”, concluiu Jardim.

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