‘A gente se sente vivo, se sente acolhido, sendo o que a gente realmente é’, diz jovem presente na 23ª Parada LGBTQIA+

Norman participou do evento que celebrou a existência e a resistência da comunidade. Marcha teve o apoio do Governo do Amapá

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Um momento de luta e celebração da vida. Foi assim que o estudante de pedagogia Norman Barreto descreveu a 23ª edição da Parada do Orgulho LGBTQIA+, ocorrida neste Domingo, 3. O evento teve início no Complexo do Araxá, na orla de Macapá, com e encerrou no Anfiteatro da Fortaleza de São José.

O Governo do Estado apoiou com estrutura para shows e apresentações culturais o evento, que celebra a diversidade e os direitos da comunidade formada por gays, lésbicas, transexuais, intersexuais, queers, assexuais e outros grupos. Em 2023, o tema da programação é “Olha eu aqui de novo: viver, morrer, renascer, firme e forte”.

“Sou um homem trans e o nosso país, infelizmente, é o que mais mata pessoas trans no mundo. Então, esse evento é de suma importância, é necessário ele acontecer hoje, pois essa é uma luta e uma causa nossa, estamos aqui pra mostrar que não vamos nos rebaixar. Mas a Parada também é alegria, a gente se sente vivo, se sente acolhido, sendo o que a gente realmente é”, disse Norman.

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A Parada é um evento que tem o intuito de celebrar e também para algumas pessoas, como Roberta Alfaia, se descobrirem e se aceitarem da forma como são. A jovem de 21 anos frequenta a Parada há cinco anos e foi em uma das edições da festa, que ela decidiu se assumir para a mãe como lésbica.

“Graças a Deus eu tive apoio da minha mãe, desde o dia que eu me assumi aqui. Então a Parada marca também essa lembrança importante na minha vida. Por isso é uma iniciativa que eu acho muito necessária todos os anos,  a gente sabe a força que tem na comunidade e seguimos lutando por respeito”, revela Roberta.E se engana quem pensa que o evento é destinado apenas a membros da comunidade LGBTQIA+. Todas as pessoas, sem distinção de gênero, foram bem-vindas e desfrutaram da Parada. Como é o caso de Álvaro Guedes, que apesar de não fazer parte da comunidade, acredita que a luta contra LGBTfobia é um dever de toda a sociedade.

“Já é a minha quarta vez aqui, eu venho na verdade com a intenção de apoiar essa causa, porque há muito tempo atrás a parada LGBT era banalizada por diversos grupos, mas na verdade ela não traz só a diversão, como também a parte social, mostrando que as pessoas dessa comunidade merecem exercer seus direitos e serem respeitadas pela população”, afirma o estudante de física.

Apoio 

O poder público estadual também tornou o evento mais seguro, disponibilizando efetivos do Corpo de Bombeiros e da Polícia Militar. Prestavam serviços à população um total de 40 bombeiros, divididos em equipes de atendimento de primeiros socorros e de guardas-vidas, posicionados nas rampas de acesso ao Rio Amazonas. Já a Polícia Militar ofereceu um total de 47 militares e 7 viaturas, que acompanharam todo o trajeto do evento.

Como estratégia de prevenção, equipes da Superintedência de Vigilância em Saúde (SVS) distribuiram mais de 2 mil preservativos masculinos e femininos e 200 autotestes de HIV durante todo o evento. 

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