Alap debate autismo com poder público e sociedade civil

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Com a finidade de ouvir, discutir ideias, experiências e conhecimentos para aprimorar a rede de apoio às pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA), no Amapá, a Assembleia Legislativa (Alap), realizou na tarde de terça-feira (23), no auditório principal da Casa, uma mesa redonda, que contou com as presenças de representantes do Ministério Público, da Defensoria Pública, do Tribunal de Justiça, da OAB, além de integrantes do Governo do Estado, da Prefeitura de Macapá, da Associação de Pais e Amigos de Autistas e servidores da Casa.

O evento, que integra o Abril Azul – mês de conscientização sobre o autismo, teve a participação especial do talentoso pianista João Pedro Quintas. Diagnósticado com autismo aos três anos de idade, João Pedro, não só é um pianista notável, mas também uma inspiração para todos nós.

As discussões abordam questões relacionadas à Políticas Públicas e Legislação; à Saúde e Educação; e à assistência social e apoio às famílias.

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As propostas feitas pelos participantes foram anotadas cuidadosamente. “Quem tem autismo, também tem pressa. As famílias precisam de resultados e nós temos a responsabilidade, nesse grande debate de poder levar soluções para a população”, destacou a titular da Defensoria Especial da Mulher, na Alap, deputada Edna Auzier, acrescentando que várias leis aprovadas na Assembleia Legislativa, já foram sancionadas pelo governo do Estado.

Para Tânia Vilhena, secretária-adjunta da secretaria estadual de Saúde, o diálogo com a sociedade civil é importante para a formulação e ampliação de políticas públicas. “Estamos trabalhando no sentido de garantir o atendimento para as crianças, de fazer com que o diagnóstico para adultos seja possível, que ele e sua família tenham condições de serem atendidas, num contexto de acolhimento, de humanização dentro da sua necessidade, e também garantir que esta pessoa na sua necessidade tenha os equipamentos do Amapá na área de saúde e educação à sua disposição facilitando que o acompanhamento seja contínuo”, destacou Tânia Vilhena.

O transtorno do espectro autista se caracteriza por um neurodesenvolvimento atípico, interferindo na capacidade de comunicação, linguagem, interação social e comportamento. O diagnóstico precoce, porém, permite o desenvolvimento de estímulos que podem vir a gerar qualidade de vida e autonomia, fazendo com que autistas possam, por exemplo, realizar um recital de piano ou mesmo ir à um cinema.

O presidente da Associação de Pais e Amigos de Autistas do Amapá (AMA), Kassius Clay, informou que no próximo sábado, 27, a associação em com apoio da Assembleia Legislativa, realizará uma sessão especial de cinema para esse público. “Em parceria com a a AMA a Assembleia Legislativa estará ofertando aos autistas e seu acompanhante um combo de pipoca e refrigerante”, garante Kassius Clay.

Os trabalhos na mesa foram conduzidos pela mediadora, Ithiara Madureira, fisioterapeuta, especialista em saúde pública e ex-secretária municipal de Saúde do município de Santana.

Três eixos foram discutidos: Políticas públicas e legislação; saúde & educação intervenção e inclusão assistência social e apoio à família.

Participaram do evento a deputada estadual Edina Auzier, o Defensor Público Geral do Estado do Amapá, José Rodrigues, a promotora de Justiça do Ministério Público do Estado Amapá, Marcela Balduíno; a juiza titular da 4ª Vara Cível e de Fazenda Pública de Macapá, Alaíde Maria de Paula; a secretária adjunta de Saúde do estado do Amapá, Tânia Vilhena, representando a secretaria estadual de Saúda a Coordenadora de Proteção Social, Margleide Alfaia, representando a secretaria estadual de Assistência Social; a gerente do Núcleo de Educação Especial, Nelcirema Pureza, representando a Secretaria de Educação do Amapá; a secretária municipal de Saúde de Macapá, Heliegi Letícia Figueiredo Cardoso e o presidente Associação de Pais e Amigos Autistas do Amapá – Kassius Clay Carvalho.

Texto: Everlando Mathias
Fotos: H.Torres

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