Senador Randolfe busca solução para salvar 4 mil empregos ligados a Jari Celulose.

Presidente do banco, Aloísio Mercadante, afirmou compreender a importância de encontrar uma solução ágil ao problema.

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O senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) promoveu nesta segunda-feira (3) um encontro entre o presidente do BNDES, Aloísio Mercadante, e representantes de três esferas de governo do Amapá com o objetivo de encontrar soluções para a recuperação judicial da empresa Jari Celulose. O banco é o principal credor da companhia e, de acordo com o parlamentar, pode ter um papel importante para a reabilitação dela.

Participaram da reunião o governador Clécio Vieira (Solidariedade), a presidente da Assembleia Legislativa, Alliny Serrão (União Brasil), além dos prefeitos Ary Duarte (DEM), de Vitória do Jari, Márcio Serrão (DEM), de Laranjal do Jari, Maria Lucidalva Bezerra de Carvalho (MDB), de Almerim, do presidente da Câmara Municipal, vereador Rafael Toscano (Rede), e do responsável pela recuperação judicial da Jari Celulose, Mauro Santos.

“A presença de representantes das três esferas de governo na reunião dá noção da importância do tema para a região e para o Brasil inteiro, dada a posição estratégia do nosso Estado no país e para o tema do desenvolvimento sustentável. Estou certo de que encontraremos uma solução que atenda principalmente a população de mais de 120 mil cidadãos extremamente afetados pelo atraso de salários da empresa no Amapá e no Pará”, pontuou Randolfe.

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Durante o encontro, o presidente do BNDES, Aloísio Mercadante, relatou que a assessoria técnica do banco está informada sobre a situação e vem pensando alternativas para colaborar na solução do problema dentro dos limites legais impostos pela legislação. O BNDES é atualmente o maior credor da Jari Celulose.

“O BNDES tem o maior interesse possível em que a fábrica da Jari Celulose não não vá à falência e está convencido da importância da continuidade do projeto na região. Estamos aguardando uma análise técnica que deve trazer a avaliação sobre a viabilidade das operações da empresa”, afirma Mercadante. Para o presidente, é necessário também trabalhar no engajamento dos demais credores da empresa na renegociação de débitos.

A situação da Jari Celulose é dramática para os trabalhadores, que já acumulam mais de 8 meses de atraso de salários, impactando a economia de toda a região

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