Estudantes da EJA recebem oficina de plantas alimentícias não convencionais

Atividade busca ensinar sobre uma fonte alternativa de alimentação e os benefícios que isso pode trazer para a saúde e o meio ambiente

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Na noite desta segunda-feira (22), alunos da Educação de Jovens e Adultos (EJA) da Escola Municipal Maestro Miguel, no bairro Perpétuo Socorro, participaram da oficina “Imersão: como ter segurança alimentar com plantas alimentícias não convencionais?”.

A iniciativa faz parte do projeto Tecno Barca, idealizado pela Associação Gira Mundo.
De acordo com a assessora de produção do projeto, Marília Nery, a Associação realiza, há mais de 10 anos, atividades de residência artística voltada para processos criativos em arte, educação, meio ambiente, novas tecnologias e intercâmbios socioculturais junto a comunidades ribeirinhas e bairros periféricos de Macapá.

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Sobre a oficina, Marilia explicou que a ideia é que os alunos e professores aprendam sobre a importância da utilização de plantas alimentícias não convencionais e os benefícios que podem trazer para saúde e o meio ambiente.

“Acreditamos que para cuidarmos do meio em que vivemos, precisamos pensar no nosso consumo consciente e na relação que temos com o meio ambiente. Essa oficina vem formar pessoas com um conhecimento que será multiplicado por elas, nessa comunidade”, ressaltou a assessora.

A oficina foi ministrada pelo Helson Monte, mais conhecido por Melson (por ser apicultor). O oficineiro explicou com detalhes sobre algumas plantas encontradas facilmente pelas ruas e quintais, e que são confundidas com mato, mas que na verdade são comestíveis e fontes de vitaminas, como por exemplo, a urtiga, que é rica em vitaminas A, C e K, além de minerais como o ferro, cálcio e magnésio. O palestrante ressaltou a importância do cuidado na forma de preparo de algumas dessas plantas.

Na ocasião, o subsecretário de gestão educacional, Ebrely Andrade, falou do quanto o conhecimento faz diferença na vida das pessoas.

“Se eu não participasse dessa oficina hoje, eu não saberia que a planta urtiga é um alimento rico em vitaminas. É nosso papel, enquanto instituição educacional, promover ações formativas como essa em nossas escolas”, comentou o subsecretário.

A estudante da EJA, Kerlley Lima, de 16 anos, estava encantada com tanta informação.

“Vou contar lá em casa sobre o que eu aprendi hoje. Nunca mais vou olhar as plantas da mesma forma”, comentou.

Andréia dos Santos, diretora da Emef Maestro Miguel. Foto: Jesiel Braga | PMM

Andréia dos Santos, diretora da Emef Maestro Miguel, destacou a importância de projetos que tragam temáticas necessárias aos estudantes.

“Esse tema da oficina chamou bastante a atenção. Todos ficaram curiosos para saber do que se tratava, inclusive eu. Projetos assim, que trazem conhecimento, abrem um leque de possibilidades na vida da gente. É muito importante que ações assim aconteçam”.

Depois da oficina, foi exibido o filme amapaense “Super Panc Me”, produzido pela Castanha Filmes e Inventários Culturais. O filme conta a história de uma entregadora de açaí­ e apaixonada por carne, que aceita realizar um documentário de guerrilha no qual precisa passar 21 dias se alimentando apenas de Plantas Alimentícias Não Convencionais (PANC).

Confira mais fotos:

Fotos: Jesiel Braga | PMM

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